Black & White

Publicado em no words às Junho 22, 2008 por alchimista

Pessoa, 120 anos depois

Publicado em Citações Desoblicuas, Philosophias às Junho 13, 2008 por alchimista

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Tudo o que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúcida e rica,
E eu sou um mar de sargaço.

O estrangeiro - Camus

Publicado em Philosophias às Junho 2, 2008 por alchimista

Observaria a passagem das aves ou os encontros entre as nuvens, tal como aqui observava as extraordinárias gravatas do advogado e como, num outro mundo, esperava até sábado para apertar nos meus braços o corpo de Maria. Ora a verdade, afinal de contas, é que eu não estava dentro de um tronco de árvore. Havia pessoas mais infelizes do que eu. Acabamos por nos habituar a tudo, gostava a minha mãe de dizer..

O Absurdo

Publicado em Philosophias, Sempre actuais às Junho 2, 2008 por alchimista

Se existe algo que o Homem nunca conseguiu encontrar, esse algo é a verdade. porque no fundo, talvez tudo se possa resumir nos propósitos de Camus: o Homem, tal como a sua realidade, é um absurdo. A primeira vista, trata-se de uma postura redutora, incapacitante para uma sociedade assente em bases sólidas de conhecimento, mas talvez seja esse um dos grandes problemas do tempo em que vivemos: a aceitação sem tempo de questionar. Talvez fosse bom falar de Sartre, das verdades de Marx nos planos escolares, esses planos filosóficos abstractos, superiores ao mundo em que convivemos, mas por vezes tenho a impressão de que é mais fácil compreender a questionar quando nos deparamos com o absurdo do dia a dia, e nesse cápitulo, nada melhor do que Albert Camus.
Declaro esta semana como a semana de Camus, o Dali,Salvador absurdo estrangeiro!

no title I

Publicado em no words with tags às Maio 30, 2008 por alchimista

Os seis I

Publicado em Sempre actuais às Maio 18, 2008 por alchimista

Seis homens ficaram
bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve. Teriam que esperar
até ao amanhecer para poderem receber socorro. Cada um deles trazia um
pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se
aqueciam. Se o fogo apagasse - eles sabiam -, todos morreriam de frio
antes que o dia clareasse.

Chegou a hora de cada um colocar a sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.


O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros
cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então ele
raciocinou consigo mesmo: - “Aquele negro! Jamais darei a minha lenha
para aquecer um negro”. E guardou-a, protegendo-a dos olhares dos
demais.

O segundo
homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os
juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu no círculo em torno do fogo
bruxuleante, um homem da montanha, que trazia a sua pobreza no aspecto
do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas ao
valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro,
pensou: - “Eu? Dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?” E
reservou-a.

O
terceiro homem era um negro. Os seus olhos faiscavam de ira e
ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela
superioridade moral que o sofrimento ensina. Seu pensamento era muito
prático: - “É bem provável que eu precise desta lenha para me defender.
Além disso, eu jamais daria a minha lenha para salvar aqueles que me
oprimem”. E guardou a sua lenha com cuidado.


O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os
outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou: -
“Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar a minha lenha.”


O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando
fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha
que carregava. Ele estava preocupado demais com as suas próprias visões
(ou alucinações?) para pensar em ser útil.


O último homem trazia, nos vincos da testa e nas palmas calosas das
mãos, os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e
rápido. - “Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a
ninguém nem o menor dos meus gravetos”.



Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última
brasa da fogueira cobriu-se de cinzas e finalmente apagou-se. Ao
alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegara à caverna,
encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de
lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro
disse: - “O frio que os matou não foi o de fora, mas o frio que veio de dentro“.

Autor desconhecido

Fixação de carbono em cd’s

Publicado em Sem-categoria às Maio 2, 2008 por alchimista

Fixing carbon straight to your CD player

With climate change in the papers every day, the race to come up with the ultimate invention that will save the world is on. Richard Branson even set a $25-million prize last year for the first person or team that can come up with a reliable way of sucking carbon dioxide out of the atmosphere.

The race is great, competition is great, innovation is great. But solutions need to be well thought through. Sucking CO2 out of the atmosphere, sadly, is not enough - especially if what the CO2 is put into goes on to do more harm.

The 235th annual meeting of the American Chemical Society today brings of news of a technique to capture CO2 emissions from smokestacks and use them to make CDs, DVDs and, well, just about anything made of hard plastic.

Plastic is made of chains of carbon, so it all makes sense and it’s wonderful to see that someone - two independent teams in fact - have worked out how to do it. (A quick search around reveals they are not the first: Novomer has been doing this for some time, though I expect their methods are different.)

The researchers call the smokestack plastics “intriguing carbon sinks”, likening them to the forests, soil and oceans that suck carbon out of the atmosphere and store it.

But hold on - isn’t there a major catch to this? Less CO2 in the atmosphere is undoubtedly a good thing. But plastic, surely, is not the solution. Don’t we have enough plastic already? There’s a war on plastic bags being waged in most European countries, African and Asian landscapes are littered with them, and there is an ocean gyre in the Pacific that acts like a plastic junk magnet, sucking rubbish into a massive oceanic rubbish dump. Plastic takes 1000 years to degrade.

Send me something about CO2 emissions being transformed back into fossil fuels - that would be news and technology worth investing in. Building a stockpile of plastic is not something I would vote for.

Catherine Brahic, online environment reporter
Original em http://www.newscientist.com/blog/environment/2008/04/fixing-carbon-straight-to-your-cd.html

Bem Haja o jornal “Publico”

Publicado em Sem-categoria às Maio 2, 2008 por alchimista

No dia do livro, o jornal “Público” brindou os seus leitores com a oferta de um livro totalmente grátis. Camus, com o seu “O estrangeiro” acabou por ter companhia nesse dia, enquanto viajava na minha mala com a sua amiga Monika Maron, e o seu “Animal Triste”. É de louvar estas ofertas, especialmente quando muito se apregoa a iliteracia dos portugueses, e a sua fraca aptidão pela leitura. Por mim pouco me importa. Quem nunca se deu ao prazer de ler Kafka deveria ser queimado numa fogueira, qual herege, privado de sono com a melódica poesia de Sophia, e direi mesmo, porque não, acusado sem saber porquê de um crime que nunca virá a saber qual foi. Mas há mais vida para além do livro, e espero pelo dia da Arvore. Qual será o exemplar que me sairá nesse dia? Uma bela cria de castanheiro num vaso? Um espécimen raro proveniente de uma qualquer região paradisíaca? Fico a espera impaciente. Mas mais importante do que esse dia (pelo menos para mim), será o dia da mulher. Ai sim quero ver a ousadia do jornal! Se é um jornal sério, eu quero uma mulher séria, se é um jornal agradável, eu quero uma mulher agradável, se é um jornal que afirma a sua voz e a sua identidade acima de tudo, sempre a cobrir os acontecimentos mais importantes, e jamais calando a sua voz perante uma outra vontade externa, então ai, nesse mesmo dia, eu não compro o jornal…

Editorial I

Publicado em editorial with tags às Abril 23, 2008 por alchimista

Decidi colocar não um ponto final em todos os meus outros projectos paralelos, e fundir tudo num só. Obviamente que quando o tempo se torna escasso e o trabalho aumenta, por vezes existem decisões difíceis a tomar. Tal não significa que os tenha abandonado ou colocado um ponto final, simplesmente decidi adoptar um único espaço publico, com maior regularidade na actualização. No final, a diferença não será muita, apenas o intelecto era tornado publico!

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Aveiro Nocturno

Publicado em Aveiro às Abril 15, 2008 por alchimista